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Wall Street despenca após tarifas de Trump gerarem turbulência global

Mercados caem nos EUA, Ásia e Europa, enquanto aliados e adversários avaliam respostas às novas tarifas.

Turbulência no mercado global abala Wall Street. Foto: Reprodução TV

Wall Street registrou queda forte na quinta-feira, 3, após uma onda de turbulência nos mercados globais, desencadeada pelo novo pacote de tarifas sobre importações anunciado pelo presidente Donald Trump no dia 2 de abril, que ele chamou de “Liberation Day”. Governos das principais economias do mundo reagiram rapidamente à medida, elevando as tensões comerciais e ameaçando retaliar.

O S&P 500 despencou mais de 4%, um tombo significativo para o índice, refletindo a reação negativa de investidores nos EUA, Europa e Ásia. A China prometeu contra-atacar para “proteger seus direitos e interesses”, enquanto sua mídia estatal classificou as tarifas como “intimidação autodestrutiva”.

As novas tarifas incluem uma sobretaxa de 34% sobre produtos chineses, além das já impostas desde janeiro. A União Europeia foi atingida com uma tarifa de 20%, o Japão com 24%, o Reino Unido com 10% e a Índia com 26%. Além disso, Trump eliminou a regra da “isenção de pequeno valor”, que permitia que empresas de e-commerce enviassem mercadorias de baixo custo da China para os Estados Unidos sem pagar tarifas. Agora, essas pequenas importações também estarão sujeitas a tarifas.

Líderes europeus foram firmes em suas respostas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco agirá de forma unificada: “Se você enfrenta um de nós, enfrenta todos nós.” O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu que empresas europeias suspendam investimentos nos EUA até que a situação se esclareça.

O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou a decisão como “extremamente lamentável”, mas evitou mencionar represálias. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que seguirá negociando um acordo comercial com os EUA.

Nos EUA, as tarifas foram criticadas por economistas, especialistas em comércio e até por alguns republicanos. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, tentou acalmar os mercados, dizendo à CNBC que a economia americana terá um desempenho “extremamente positivo” no médio e longo prazo.

A decisão de Trump foi justificada como parte de uma estratégia para fortalecer a produção nacional. No entanto, Eswar Prasad, professor de políticas comerciais da Universidade de Cornell, afirmou que, em vez de reformar as regras do comércio global, o presidente optou por “explodir o sistema que governa o comércio internacional.”

Com informações do The New York Times e CNBC.

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