A Florida Atlantic University (FAU), em Boca Raton, está prestes a firmar um acordo com o governo federal que permitiria que seus policiais questionassem e detivessem pessoas suspeitas de estarem no país sem autorização. Se aprovado, o pacto tornaria a FAU a primeira universidade pública dos EUA a aderir a essa parceria com o ICE, a agência de imigração dos EUA.
O novo presidente da instituição, Adam Hasner, tem um histórico ligado ao setor carcerário privado. Ele foi vice-presidente do GEO Group, empresa que administra 16 centros de detenção do ICE no país. Durante sua gestão na empresa, Hasner supervisionou esforços de lobby em Washington, o que levanta preocupações sobre possíveis influências no direcionamento da universidade.
A possível implementação da medida gerou críticas de estudantes e ativistas, como a organização Florida Student Power Network, que classificou a ideia como “inacreditável e preocupante”, ressaltando que instituições de ensino deveriam priorizar a segurança e o bem-estar dos alunos, e não políticas de imigração.
O plano também reflete o esforço do governo de Ron DeSantis em fortalecer a cooperação com o ICE. Atualmente, 194 entidades da Flórida já possuem acordos similares, principalmente em prisões e delegacias. O avanço da política para um campus universitário, no entanto, levanta novas questões sobre os limites da atuação imigratória em ambientes educacionais.