Estudante que jogava na defesa foi retirado às pressas do campo mas não resistiu
DA REDAÇÃO COM ESPN
A morte de Tom Cutinella, que cursava o primeiro ano do segundo grau na escola Wading River, em Long Island, acontece no momento em que cresce a atenção dada aos efeitos de longo prazo das lesões na cabeça em esportes profissionais e juvenis, especialmente o futebol americano.
Cutinella morreu mesmo tendo sido retirado às pressas do campo durante uma partida contra a escola Elwood John H. Glenn na noite de quarta-feira, declarou Steven Cohen, superintendente das escolas Shoreham e Wading River, em um comunicado.
“A comunidade de nossa escola está verdadeiramente arrasada com esta notícia terrível, e oferecemos nossos mais sinceros pêsames à família e aos amigos de Tom neste momento difícil”, disse Cohen.
Cutinella, que jogava na defesa, sofreu uma lesão na cabeça resultante de uma colisão enquanto bloqueava para proteger um colega, relatou o jornal Newsday.
Cutinella também jogava lacrosse, esporte semelhante ao hóquei, e era membro do Natural Helpers, um programa de voluntários da escola.
“Ele era um aluno brilhante, tinha um grande senso de humor e era uma ótima pessoa no geral”, disse Cohen.
Em maio, o presidente dos EUA, Barack Obama, foi o anfitrião de uma conferência que ressaltou os riscos das lesões cranianas em atletas jovens.
Também neste ano, a Associação Atlética Universitária Nacional (NCAA, na sigla em inglês) e o Departamento de Defesa anunciaram um plano de lançar um estudo de 30 milhões de dólares sobre maneiras de reduzir as concussões em esportistas e militares.
Separadamente, a Liga Nacional de Futebol Americano disse que irá investir 25 milhões de dólares ao longo dos próximos três anos para divulgar a segurança nos esportes juvenis.