Carlos Wesley Esportes

Fifa estuda reduzir preço dos ingressos do Mundial de Clubes

A 70 dias da abertura do torneio, entidade também ainda não definiu equipe que fica com a última vaga

Presidente da Fifa, Giani Infantino quer play-off para definir última vaga do Mundial (Foto: Vinod Divakaran/Flickr)
Presidente da Fifa, Giani Infantino quer play-off para definir última vaga do Mundial (Foto: Vinod Divakaran/Flickr)

Ainda sem a definição do seu 32º participante e a 70 dias da estreia, o Mundial de Clubes da Fifa não tem gerado o burburinho esperado pela entidade que comanda o futebol. Uma nova redução no preço dos ingressos não está descartada, já que o valor foi considerado excessivamente alto pelos torcedores – uma entrada para a final chegou a ser anunciada por US$ 2.230. É possível encontrar bilhetes por cerca de US$ 30 na página oficial do torneio (Fifa.com), porém para jogos de menor interesse, como é o caso de Ulsan HD da Coreia do Sul x Mamelodi Sundowns da África do Sul, em Orlando. Os organizadores têm quebrado a cabeça para buscar formas de fomentar o interesse do público, como eventos paralelos às partidas, um tour do troféu e interações com ídolos do esporte.

É bem verdade que o mundo do futebol está com a atenção voltada agora para o final da temporada na Europa e o início das competições importantes na América do Sul. A Champions League, por exemplo, terá os confrontos de ida das quartas de final nos dias 8 e 9 de abril, com destaque para Bayern de Munique x Internazionale de Milão, ambos já confirmados no Mundial de Clubes. E, no Brasil, os últimos dias marcaram as primeiras rodadas do Brasileirão e da fase de grupos da Libertadores. Há muita emoção em jogo até que a torcida e as equipes comecem a se preocupar com uma competição que transformou o calendário de 2025 em um frenesi completo.

Para piorar, a dona Fifa ainda não decidiu quem será o quarto integrante do grupo D – onde está o Flamengo – depois que o Leon foi excluído do torneio. Apesar de o regulamento do Mundial de Clubes ter sido definido há muito tempo, a entidade demorou para anunciar que Leon e Pachuca, por pertencerem ao mesmo dono, não poderiam participar juntos. América do México e Los Angeles FC, dos Estados Unidos, brigam para saber quem vai ficar com esta 32ª vaga, o que pode acontecer num jogo único, tipo play-off.

O Mundial de Clubes terá início no dia 14 de junho e, até a final, marcada para 13 de julho, no Estádio MetLife, em Nova York, muitos craques pisarão nos 12 gramados escolhidos para sediar as partidas: Messi, Mbappé, Haaland, Harry Kane, Griezmann e os brasileiros Vinícius Jr. e Estevão são apenas alguns deles. Todos de olho na taça que será entregue ao campeão, uma verdadeira obra de arte banhada a ouro de 24 quilates e com design criado em colaboração com a joalheria Tiffany & Co. “O troféu tinha que ser inovador, inclusivo, marcante e realmente global, assim como a própria competição. Trata-se de um símbolo revolucionário de um futuro promissor para o futebol de clubes, inspirado pelo passado”, definiu Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao se referir à peça que conta com inscrições de todos os 211 membros associados à entidade, com marcações em 13 idiomas e braile.

E a probabilidade de um time brasileiro levar esta taça para a casa? Segundo projeções feitas por um supercomputador, Flamengo, Palmeiras, Botafogo e Fluminense, os nossos quatro representantes, têm apenas aproximadamente 1% de chance de título cada um, em contraste com os favoritos das bolsas de apostas Real Madrid e Manchester City. Mas, como bem diz o ditado, “futebol é uma caixinha de supresas” … e sonhar não custa nada!


Renato Gaúcho é o ‘novo’ técnico do Flu

Depois de 10 anos, Renato Gaúcho está de volta ao Flu (Foto: Moyses Ferman/Wikimedia)

O Fluminense, que demitiu Mano Menezes após a rodada de abertura do Brasileirão, recorreu a uma solução caseira para o cargo de treinador: pela sexta vez na carreira, Renato Gaúcho será o comandante da equipe carioca, que este ano disputa várias competições importantes – além do campeonato nacional, da Copa do Brasil e da Sul-Americana, já em andamento, o Tricolor tem o Mundial de Clubes da Fifa.

A escolha deve agradar a boa parte da torcida, até porque Renato é um ídolo nas Laranjeiras. Além do imortal gol de barriga como jogador, que deu ao Flu o título de Campeão Carioca de 1995, o técnico foi campeão da Copa do Brasil de 2007 com um time bastante limitado. A estreia à beira do campo deve acontecer na segunda rodada do Brasileirão, no confronto contra o Bragantino, no Maracanã. 


COLABORAÇÃO / No Ângulo do Gol / Leonardo Macedo @noangulodogol

O futuro da Seleção Brasileira não é promissor

Jorge Jesus sonha com a Amarelinha, mas futuro é nebuloso (Foto: Carolina Antunes/Wikimedia)

O que era apenas uma questão de tempo se concretizou: Dorival Júnior não é mais técnico da Seleção Brasileira. O estopim para a sua queda foi o massacre de 4 a 1 sofrido para a Argentina no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

A contratação de Dorival fez (muito) sentido: o paulista de 62 anos teve passagens muito bem-sucedidas por Flamengo e São Paulo. Juntando esses trabalhos, conquistou duas vezes a Copa do Brasil, além de uma Taça Libertadores. Porém, a seleção brasileira jamais convenceu sob seu comando: exceção a uma goleada aplicada em Brasília sobre o vice-lanterna Peru, foi uma coleção de atuações pobres e modorrentas. Sem contar algumas escolhas totalmente questionáveis para as suas convocações, cujas listas mostravam a insistente inclusão de nomes que por inúmeras oportunidades não correspondiam em campo.

Mas injetar 100% da culpa nas veias de Dorival chega a ser uma tremenda covardia. Ednaldo Rodrigues, pelo menos desde o final da Copa no Catar, vem mostrando por completo o seu despreparo no cargo. Para piorar, tem a chancela dos clubes e federações, que, por unanimidade, o reelegeram para seguir na cadeira máxima da CBF, onde poderá permanecer pelo menos até o ano de 2034. Ou seja, são todos mais do que coniventes com todo esse descaso que passa o futebol brasileiro hoje. O evento mais marcante do descaso foi a espera de praticamente um ano por Carlo Ancelotti enquanto Fernando Diniz conciliava seus trabalhos na Seleção e no Fluminense. E tome micos durante esse período, inclusive o de ver o atual técnico do Real Madrid renovar o seu contrato com o clube merengue até junho em 2026, isso em janeiro de 2024.

Pensando em 2026: o que fazer? Qual será o nome que provavelmente comandará o Brasil nos Estados Unidos, Canadá ou México? Dentro de um ciclo, se é que podemos dizer que há um, em novo estágio de crise, voltou a especulação em cima do técnico italiano. A CBF nitidamente não sabe o que fazer: vai partir para o mercado estrangeiro, ou permanecer no nacional? Seria o nome de Jorge Jesus interessante? O português, de trabalho fenomenal no Flamengo, não se opõe e sempre se mostrou atraído. Mas estamos a cerca de 14 meses para o início da Copa, sem o menor rumo.

Para finalizar, dentro das quatro linhas: o elenco brasileiro é fraco e está cheio de carências e nomes que não têm a menor condição de jogar. A Argentina escancarou os nossos defeitos defensivos, tanto coletivos quanto individuais, e a limitação dos nossos laterais e meio-campistas. Coletivamente o Brasil é um deserto de ideias, e não há um jogador que pegue a bola e decida o jogo. Esse alguém seria Neymar, porém é difícil contar com alguém que não se condiciona fisicamente e que por vezes prova ser desleixado. Dessa forma, podemos vivenciar algo que jamais vimos: o Brasil chegar na Copa e ser eliminado já na fase de grupos.

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