Estados Unidos

Com falta de interesse dos americanos, indústria pede mais imigrantes

Pesquisa mostra que existe meio milhão de vagas abertas em fábricas; mas falta de interesse em fazer este trabalho fabril faz associações defenderem mais imigração.

Apesar de apoiarem a expansão da indústria, poucos americanos querem trabalhar em fábricas. Foto: Rawpixel/ U.S. Department of Agriculture (USDA)


Enquanto Donald Trump aposta no retorno da indústria como um dos motores da economia dos EUA, uma nova pesquisa mostra que a relação dos americanos com o setor é cheia de contradições. Segundo o Cato Institute, 80% dos entrevistados acreditam que o país se beneficiaria com mais empregos em fábricas. Porém, só 25% dizem que gostariam de ocupar uma vaga dessas. E para completar, apenas 2% trabalham atualmente nesse tipo de função.

O estudo também destacou que entre jovens de 18 a 29 anos, apenas 36% mostraram algum interesse em trabalhar em fábricas. Colin Grabow, do Cato, disse que existe um “descompasso” entre o valor simbólico dado à indústria e a disposição real de “botar a mão na massa”. Ele destacou que é por isso que associações como a National Association of Manufacturers defendem o aumento da imigração para preencher essas vagas.

A realidade é que existem hoje cerca de 500 mil vagas abertas na indústria americana, segundo a Fortune. Só que reativar fábricas antigas ou construir novas não é algo que se resolve de uma hora para outra. Além disso, o Goldman Sachs alertou que a dependência dos EUA por matérias-primas importadas torna o processo ainda mais complicado.

O cenário também é afetado pela opinião pública sobre comércio internacional. A mesma pesquisa mostrou que 66% dos americanos vê o comércio internacional de forma positiva, indicando que a população talvez esteja mais aberta à globalização do que a um retorno em massa ao trabalho fabril.

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