A administração Trump anunciou que passará a escolher os meios de comunicação que terão acesso ao pool de imprensa presidencial, o grupo rotativo de repórteres responsáveis por relatar as atividades diárias do presidente. A medida rompe com uma prática de longa data, em que a escolha dos jornalistas era feita pela White House Correspondents’ Association, entidade que representa a imprensa que cobre a Casa Branca.
A mudança permite maior controle da Casa Branca sobre quais jornalistas podem presenciar eventos presidenciais e questionar Trump. A medida foi anunciada pela secretária de imprensa, Karoline Leavitt, que afirmou que a ideia é dar espaço a novos meios de comunicação, como sites digitais, serviços de streaming e podcasts. Veículos de mídia tradicionais ainda terão participação, mas com maior inclusão de novas vozes.
A White House Correspondents’ Association criticou a medida, alegando que ela compromete a independência da imprensa e ameaça o direito do público à informação imparcial e sem restrições. A decisão é parte de um movimento mais amplo da administração para controlar o acesso de grandes organizações jornalísticas: recentemente, a Associated Press, agência de notícias renomada, foi barrada de acessar a Sala Oval e viajar no Air Force One, o que gerou uma disputa legal.
Grupos como o Reporters Committee for Freedom of the Press, também expressaram preocupação, afirmando que essa mudança coloca o acesso à informação pública sob o controle do poder executivo.